The Cuban Bolero in Spanish Jazz

Christa Bruckner-Haring

Resumo


Desde a sua ascensão no último terço do século XIX, o bolero tem sido uma parte importante e definidora da identidade cultural em Cuba. Além de se ter disseminado pela América Latina, a partir da década de 1940, foi também o primeiro estilo vocal cubano a tornar-se um sucesso internacional, de que são exemplos muito conhecidos ‘Aquellos ojos verdes’ e ‘Quizás, quizás, quizás’. A versatilidade do bolero para assimilar elementos de outros géneros musicais facilitou a hibridização musical com o jazz. Em Espanha—onde tem marcado a paisagem sonora desde a década de 1940—o bolero cubano tem sido tocado e interpretado por vários músicos de jazz, misturando elementos tradicionais desse género musical com os do jazz. O objectivo central deste artigo é apresentar as características principais dos boleros escolhidos por músicos de jazz espanhóis, como o pianista de jazz Tete Montoliu e a cantora de uma geração mais jovem, Sílvia Pérez Cruz. Partindo das transcrições da autora deste artigo, foram desenvolvidas análises musicais aprofundadas da estrutura, ritmo, melodia e harmonia, no sentido de revelar elementos musicais inovadores das peças seleccionadas. As técnicas de análise aplicadas têm a sua origem na teoria musical clássica e foram metódica e terminologicamente alargadas para atender aos requisitos do idioma do jazz. Os resultados dessas análises mostram como Montoliu e Cruz combinam elementos do bolero cubano com o jazz, criando assim versões únicas deste género popular e intemporal.

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