A ópera na vida cultural lisbonense do Romantismo

José-Augusto França

Resumo


A Ópera de S. Carlos foi reaberta ao fim da guerra civil em Janeiro de 1834, como sinal da instalação de novos tempos liberais, de novos gostos, de novos costumes e de modas novas. Em breve os cenários de Cinatti e de Rambois animaram as representações que o riquíssimo Conde de Farrobo assumiu como empresário-mecenas. Um teatro de prosa, desejado por Garrett, inaugurou-se no Rossio em 1846, o D. Maria II, no mesmo estilo neoclássico de S. Carlos, meio século atrás - e entre os dois teatros e o Passeio Público, posto em moda pela presença do rei-consorte Fernando de Saxe-Coburgo, e a permanente vivência do Chiado, «capital de Lisboa» e dos seus cafés e restaurantes à beira da Ópera, a vida da cidade romântica definiu-se nos ócios burgueses. Neles S. Carlos, com suas intrigas de «divas» e contratos, de dilettantti e de jornais afectos, polarizou o seu papel que a literatura de Júlio César Machado e de A.P. Lopes de Mendonça até Eça de Queiroz ilustrou.


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