Patrocínio e «performance practice» em Lisboa e proximidades na segunda metade do século XVIII e começo do século XIX

Joseph Scherpereel

Resumo


Um estudo sistemático dos «manifestos» anuais dos «directors», membros da Irmandade de Santa Cecília, fornece numerosas informações sobre os conjuntos musicais contratados para as festas, e o seu financiamento. Este patrocínio pode ser individual, principalmente entre a nobreza, mas também nas várias elites (altos administradores, magistrados, financeiros, negociantes, militares, diplomatas, eclesiásticos). Quando é colectivo, intervêem organizações governamentais, militares, sanitárias, religiosas, e numerosas irmandades. A elaboração estatística mostra uma utilização generalizada de pequenos conjuntos de músicos (cantores e instrumentistas), frequentemente com um músico por cada parte. Execuções puramente a cappella representam em média 10% do total, e as que têm baixo contínuo (de orgão quase sempre) o dobro. Nota-se a frequente execução de músia puramente instrumental em lugares de culto. O número de músicos empregue não é fixado unicamente consoante as idades financeiras, mas também consoante as dimensões dos locais festivos.


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