Seventeenth-Century Portuguese Polyphony: Toward a More Precise Interpretation
Resumo
Dado o carácter conservador da polifonia sacra do século XVII em Portugal, alguns musicólogos têm considerado que este repertório corporiza um período «maneirista» independente, distinto das classificações aceites de «Renascença» e «Barroco». Este estudo interdisciplinar tem por alvo a validade e utilidade dessa periodização, oferecendo uma compreensão do termo «maneirismo» tal como é empregue pelos historiadores da arte e da arquitectura e analisando traduções eruditas do termo para o repertório musical. Usando como exemplos obras destacadas de Cardoso, Magalhães, Rebelo e Gesualdo, este estudo verifica que o repertório português etiquetado de «maneirismo» se encontra estética e ideologicamente em oposição aos repertórios italianos aos quais os musicólogos aplicaram originalmente o termo. Em vez disso, estas obras encontram paralelo com o repertório italiano em stylus ecclesiasticus do mesmo período, e parecem assim conservadoras dada a ausência de tradições operáticas e em vernáculo locais mais do que por técnicas compositivas reaccionárias.
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